Há dois dias atrás pensei em você. Mas de um jeito estranho, impossível de descrever. Éramos tão perfeitos com nossos olhos e olhares, desajeitados com a tristeza e falar com o coração. Acima de nós, tudo tão azul e iluminado como água refletindo o céu. E a minha cabeça sobe às nuvens, baila as canções brasileiras de bossa nova que tanto canto dentro de mim. Mas pra quê falar? No silêncio e mistério, se ao menos te enxergo, escuto tudo o que quiser. Já que não há palavras para dizer sobre como pensei em você. Estranho, por nunca esperar isso de mim e a surpresa vir junto com aquele frio que sobe e nos faz rir à toa, e nos faz ver tudo tão - posso dizer? - perfeito. Como nós.
Por alguns minutos pensei, por dois dias repensei, e por agora posso escrever o porquê. É seu jeito sereno, (sinto-me lendo aquelas memórias de apaixonados para me tornar um) ou de levar-me a paisagens que transmitem prosa e poesia de uma só vez. Volto até aquela época em que se recebia cartas de amor, e que beijos eram palavras secretas que traduziam-se em rodas-gigantes ou sombras de árvores. E o tempo contribui para minha imaginação comprida, que se desequilibra do normal ao sentir que meninos com você, ainda estão por aí, procurando fitas de amarrar cabelo e olhos ingênuos para derramarem lágrimas e sorrirem ao lhes ver.
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